Como academia de tarot sediada em Portugal, a Delfos parte de uma posição evidente, baseada em factos históricos, de que o tarot era originalmente apenas um jogo de cartas. Grande parte do que hoje é apresentado como tradição, sabedoria antiga ou linguagem universal resulta de interpretações construídas séculos depois da sua origem. Essas interpretações existem, são estudadas, mas não são o ponto de partida.
Na Delfos, o estudo começa pela verdade, substanciada em pesquisa e documentação de historiadores, para compreender o sistema e como diferentes escolas o reinterpretaram ao longo do tempo. Tal implica recuar ao contexto em que o tarot surge e perceber:
Sem esta base, qualquer leitura assenta em pressupostos frágeis. Com ela, o sistema torna-se claro.
A Delfos distingue entre:
O tarot moderno é o resultado de várias camadas: jogo, tradição visual, reconstrução esotérica e sistemas interpretativos. Ignorar essa evolução cria confusão, mas compreendê-la permite trabalhar com o tarot de forma consistente.
A Delfos estuda o tarot como objecto histórico e sistema estruturado. Os cursos baseiam-se em fontes documentais e análise iconográfica, com referências a Michael Dummett, Ronald Decker e outros académicos que estudaram o tarot com rigor. O objectivo é compreender o que o sistema é antes de o usar.